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Educação 4.0: inovação ciberarquitetônica na escola

A Ciberarquitetura é um conceito integrado às soluções da Educação 4.0 que contribui para o estudo e a concepção de ambientes inovadores dedicados à educação.

Os princípios e práticas de inovação propostos pela Educação 4.0 (CARVALHO NETO, 2018) contemplam com bastante atenção as questões relacionadas ao espaço, tanto no âmbito físico quanto no digital, buscando integrar soluções que favoreçam as boas práticas de ensino-aprendizagem.

Neste âmbito a Ciberarquitetura (CARVALHO NETO, 2006) é um conceito recorrente da Educação 4.0 que permite criar diferentes ambientes físicos e digitais integrados, para servirem aos processos educacionais da educação básica e superior.

Atualmente as pessoas não somente recebem e enviam informações a partir de um ambiente estritamente físico, mas realizam processos de comunicação por meio de seus dispositivos digitais (smartphones, tablets, computadores etc.) em qualquer lugar em que se encontrem. Na prática isso significa que a comunicação não está mais restrita a um espaço físico localizado, mas pode ser realizada a partir de qualquer ponto de um hiperespaço de interações. A esta característica se chama ubiquidade. Ubiquidade significa estar presente ao mesmo tempo em todos os lugares.

Quando o ambiente a ser considerado é o escolar o assunto da Ciberarquitetura ganha dimensões ainda mais importantes, pois se deve levar em conta os processos de ensino-aprendizagem que acontecerão entre os participantes de um evento educacional.

O fator isolado mais importante para que as aulas sejam frequentemente de caráter expositivo e menos interativo está justamente na configuração clássica da sala de aula, onde carteiras são dispostas de tal modo que dificultam a comunicação entre pares e estão voltadas rigidamente em direção a uma lousa. Esta configuração induz à realização de eventos em formato de palestras em que o professor ocupa o lugar central da comunicação, deixando a interação e a cooperação entre os estudantes em segundo plano.

Figura 2: Configuração clássica de sala de aula, onde as carteiras estão simetricamente equidistantes e voltadas para a lousa.

Nada há de errado em se realizar aulas expositivas, no entanto muitas outras situações de ensino-aprendizagem podem ser realizadas promovendo um maior envolvimento e participação por parte dos estudantes. Metodologias como PBL (Problem Basic Learning ou aprendizagem baseada em problema ou projeto), FP (Flipped Classroom ou ‘aula invertida’) e outras exigem diferentes configurações do espaço escolar.

A figura 3 mostra uma configuração que pode contribuir para que haja trabalho interativo entre pares, como por exemplo durante o desenvolvimento de um projeto. A figura 4 apresenta o conjunto ‘cadeira + estação de trabalho’, que permitem o rearranjo do ambiente, inclusive como poderá ser visto na figura 5 em que uma nova configuração se torna possível, mais voltada a atividades laboratoriais interativas.

Figura 3: Com o mesmo conjunto ‘carteira + estação de trabalho’ é possível compor a solução apresentada acima.

Figura 4: Conjunto ‘carteira + estação de trabalho’, unidades que permitem a composição de diferentes ambientes dedicados à educação.

Figura 5: Ambiente reconfigurado para situações de ensino-aprendizagem que valorizam o trabalho em equipe, como em laboratórios interativos.

Nesta linha de desenvolvimento de soluções baseadas na Educação 4.0 a ECOEducacional contribui com as instituições de ensino como parceria de integração disponibilizando não somente produtos, mas conhecimento para que o uso dos mesmos possa alcançar os objetivos pedagógicos esperados, a aprendizagem e o desenvolvimento humano.

Para saber mais: www.4educa.com.br

falecom@4educa.com.br

 

Referências:

CARVALHO NETO, C. Z. Educação 4.0: princípios e práticas de inovação em gestão e docência. São Paulo: Laborciencia editora, 2018.

__________________. “Espaços ciberarquitetônicos e a integração de mídias por meio de técnicas derivadas de tecnologias dedicadas à educação“. Dissertação de Mestrado defendida perante o Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica, Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Florianópolis, 2006.